Governo português decide suspender temporariamente o novo sistema europeu de controle de fronteiras no Aeroporto de Lisboa após longas filas e falhas operacionais.
Portugal suspende sistema europeu de controle no aeroporto de Lisboa por 3 meses
O governo de Portugal decidiu suspender por três meses o Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES) no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A medida foi tomada depois que o novo sistema de controle de fronteiras provocou filas enormes, atrasos e muita frustração entre passageiros vindos de países fora da União Europeia.
O EES, que entrou em vigor no espaço Schengen em outubro de 2025, substitui a conferência manual do passaporte por um modelo digital que recolhe dados biométricos, como foto e impressões digitais. Mas, em Lisboa, o processo acabou gerando lentidão extrema, com relatos de espera de até sete horas, especialmente em períodos de grande movimento.
As informações foram divulgadas em reportagens da Renascença (rr.pt) e da Euronews.
Por que o sistema foi suspenso?
Segundo o Ministério da Administração Interna, uma avaliação da Comissão Europeia encontrou “deficiências graves” no controle de fronteiras do aeroporto. Entre os problemas estavam falhas operacionais, má distribuição de recursos e procedimentos que não acompanhavam o fluxo real de passageiros.
Com a suspensão, os agentes voltam a fazer o controle de forma tradicional — com conferência manual do passaporte — o que, segundo as autoridades, deve acelerar a entrada de estrangeiros até que o sistema seja ajustado.
O governo também anunciou algumas medidas imediatas:
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Reforço de militares da GNR, treinados especificamente para atuar no controle de fronteiras;
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Aumento de 30% na capacidade de equipamentos eletrônicos e físicos utilizados no processo;
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Apoio adicional de agentes da PSP para agilizar o atendimento.
A expectativa é que essas ações reduzam as filas enquanto o sistema não volta a operar normalmente.
Reações e debate político
A suspensão gerou debate entre partidos e especialistas.
O Partido Socialista (PS) criticou o governo, afirmando que a decisão revela falta de planejamento e “incompetência” na implementação do EES.
Por outro lado, analistas em segurança afirmam que a suspensão não representa risco, já que os controles continuam sendo feitos, apenas de forma manual. O importante, segundo eles, é que o fluxo seja organizado sem comprometer a segurança e sem prejudicar passageiros, especialmente aqueles vindos do Brasil, que formam um dos maiores grupos de entrada por Lisboa.
E agora? O que esperam as autoridades europeias?
A Comissão Europeia já pediu esclarecimentos formais a Portugal. O organismo quer entender se a suspensão decorre de problemas pontuais de operação ou de falhas mais profundas na adoção do sistema.
Uma nova avaliação deve ser realizada nos primeiros meses de 2026. Caso o aeroporto consiga reorganizar seus processos — e provar que consegue operar o EES sem gerar caos no fluxo de passageiros — o sistema será reativado.
Enquanto isso, quem chega a Lisboa vindo de países fora da UE deve encontrar um processo mais simples e rápido, já que o controle manual tende a ser menos demorado do que a versão digital que estava causando filas.
Fontes (com nome dos sites)
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Renascença (rr.pt)
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Euronews (pt.euronews.com)
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Renascença (rr.pt)
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Poder360 (poder360.com.br)
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The Portugal News (theportugalnews.com)









