Presidente Lula e primeiro-ministro de Portugal concordam em agilizar a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, concluído após décadas de negociações e com assinatura prevista para janeiro de 2026.
Brasil e Portugal juntos para avançar com o acordo Mercosul-União Europeia
Brasília — O Brasil e Portugal lançaram um apelo conjunto para acelerar a implementação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), depois que o texto foi aprovado por ambas as partes e a assinatura formal ficou marcada para 17 de janeiro de 2026, no Paraguai. A intenção foi reafirmada em conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, reforçando a importância do tratado como um passo estratégico para o multilateralismo e o livre comércio no cenário global.
O acordo Mercosul-UE foi fruto de mais de 25 anos de negociações, objeto de intensos debates sobre comércio, meio ambiente e proteção agrícola entre os países integrantes dos dois blocos.
Principais pontos do diálogo entre líderes
Em uma conversa telefônica realizada em 13 de janeiro de 2026, Lula e Montenegro destacaram que:
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Estão satisfeitos com a recente aprovação do tratado pelos órgãos competentes;
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Pretendem trabalhar de forma conjunta e célere para que o acordo entre em vigor o quanto antes;
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Enfatizaram o papel da cooperação internacional na defesa do livre comércio, da estabilidade econômica e dos interesses das populações dos países envolvidos.
A Presidência da República do Brasil divulgou que a parceria entre os blocos econômico-comerciais tem “grande dimensão política e estratégica neste momento histórico” e que a colaboração com Portugal é essencial para viabilizar os próximos passos.
Na mesma conversa, os líderes trocaram impressões sobre a situação na Venezuela, ressaltando a necessidade de se evitar instabilidade na América do Sul, além de enfatizar a importância do acordo Mercosul-UE para estimular parcerias e investimentos.
O que o acordo Mercosul-UE representa
O acordo Mercosul-União Europeia é um dos tratados comerciais mais esperados do mundo, pois envolve:
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Uma área econômica com mais de 720 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em trilhões de dólares;
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A redução progressiva de tarifas de dezenas de setores, impulsionando exportações e importações entre os dois blocos;
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Incentivos a investimentos e maior integração entre cadeias produtivas de América do Sul e Europa.
Analistas econômicos apontam que a assinatura definitiva do acordo poderá fortalecer as relações comerciais entre Brasil, Portugal e União Europeia, abrindo caminhos para exportadores brasileiros e europeus, e impulsionando setores como agronegócio, tecnologia e manufatura ao longo dos próximos anos.
Expectativas e próximos passos
Após a aprovação pelo órgão decisório da UE, ainda é necessário que o tratado seja internalizado pelos países signatários de ambos os blocos, ou seja, que cada nação conclua seus processos legislativos para a entrada em vigor das novas regras de comércio.
Tanto Brasília quanto Lisboa demonstram expectativa de que essa fase ocorra de forma rápida e eficiente, de modo que os impactos práticos — como a redução de tarifas, facilitação de exportações e maior fluxo de investimentos — cheguem em curto prazo às economias dos países envolvidos.
O acordo também vem sendo visto como um sinal de retomada das grandes parcerias econômicas multilaterais em um contexto internacional marcado por tensões comerciais e pressões protecionistas em diversas regiões do mundo.
Conclusão
A intenção de Brasil e Portugal de acelerar a implementação do acordo Mercosul-União Europeia reflete uma resposta diplomática e estratégica às oportunidades econômicas de longo prazo proporcionadas pelo tratado. Com a assinatura marcada para janeiro de 2026, os dois países trabalham juntos para garantir que as novas regras comerciais entrem em vigor rapidamente — um movimento que pode reforçar a importância de parcerias multilaterais e impulsionar o comércio global.
Fontes
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Agência Brasil (EBC)
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Poder360
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Diario de Pernambuco
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Agência Brasil (EBC)
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Conselho da UE – Press release









