O candidato socialista António José Seguro venceu o segundo turno das eleições presidenciais de Portugal em 8 de fevereiro de 2026, derrotando o líder da extrema-direita André Ventura com ampla margem de votos e marcando uma nova fase política no país.
Socialista António José Seguro vence eleições presidenciais em Portugal
Lisboa — O socialista António José Seguro foi eleito presidente da República Portuguesa neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, após conquistar uma vitória expressiva no segundo turno das eleições presidenciais. Seguro derrotou o candidato de direita populista André Ventura, obtendo cerca de 66,8 % dos votos, contra 33,18 % de Ventura, segundo dados oficiais divulgados pela Agência Lusa e a Comissão Nacional de Eleições de Portugal.
Com mais de 3,4 milhões de votos, Seguro conquistou um mandato de cinco anos, sucedendo ao atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato termina em março de 2026. A eleição presidencial portuguesa é um dos eventos democráticos mais importantes do país e teve de ir a um segundo turno pela primeira vez em quase 40 anos devido à fragmentação do voto na primeira fase do pleito.
Contexto e significado da vitória
A vitória de Seguro representa um resultado claro de preferência do eleitorado por uma postura política mais moderada e estável, em contraste com o discurso mais radical defendido por André Ventura e seu partido Chega. Enquanto Ventura ampliou seu apoio em relação ao desempenho do Chega nas eleições legislativas anteriores, a votação de 2026 reforça uma tendência de rejeição de plataformas políticas vistas como mais extremistas.
Embora o cargo de presidente em Portugal seja em grande parte cerimonial, ele dispõe de poderes constitucionais importantes, como a capacidade de vetar legislação, dissolver o Parlamento em circunstâncias específicas e participar da representação internacional do país. Portanto, o resultado tem implicações políticas e simbólicas relevantes no contexto interno e externo.
O que dizem os números
Os resultados oficiais confirmados mostram:
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António José Seguro: 3 482 481 votos — 66,82 %
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André Ventura: 1 729 381 votos — 33,18 %
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Participação dos eleitores na casa de cerca de 50 % do eleitorado registrado, em um pleito marcado por forte interesse, apesar de desafios climáticos em algumas regiões no dia da votação.
Repercussões e reações políticas
Aclamado por muitos como um sinal de apoio à abordagem democrática e moderada, o resultado teve repercussão internacional e dentro de Portugal. Líderes europeus destacaram a importância da eleição de um presidente comprometido com valores democráticos e integração europeia, em um momento de grande polarização política em várias partes do continente.
Por sua vez, Ventura reconheceu o resultado e afirmou que continuará a defender sua visão política, destacando a trajetória de seu partido como força relevante no cenário político português. Apesar de derrotado, o desempenho de Ventura — obtendo cerca de um terço dos votos — sinaliza o crescimento da direita populista no país, similar a tendências observadas em outros países europeus.
Conclusão
A eleição de António José Seguro como presidente de Portugal em 2026 marca um momento significativo na vida política do país, sobretudo pelo contexto de polarização e pela necessidade de segundo turno — algo que não acontecia desde 1986. Com ampla margem de votos, Seguro deverá assumir um papel de figura moderadora e simbólica nas instituições portuguesas, representando um mandato que muitos analistas interpretam como um sinal de preferência por estabilidade e continuidade democrática. A partir de março de 2026, Portugal terá um novo presidente em um momento de desafios sociais, econômicos e geopolíticos tanto internos quanto na relação com a União Europeia.
Fontes
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Lusa / Agência de Notícias de Portugal
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Agência Brasil (EBC)
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R7 Notícias
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DW (Deutsche Welle)
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Poder360









