Mudar de país é algo desafiador na vida de qualquer pessoa; em meio ao caos da legalização, há sempre o desafio da nova cultura, dos costumes, da língua e da moeda.
Ser uma mulher imigrante traz desafios únicos, como a pressão para se estabelecer profissionalmente; e, quando somado à maternidade, torna o dia a dia uma verdadeira dança.
Maternar em outro país pode trazer um paradoxo à vida da mulher imigrante: ao mesmo tempo que há segurança, educação, estrutura e saúde acessível, vêm também à tona dois temas sensíveis: a dificuldade em ter documentações essenciais para os seus filhos e a solidão silenciosa, esta ainda acompanhada da pressão social e da sensação de ter de ser forte o tempo todo.
Apoios financeiros, licenças parentais, acompanhamento médico e uma cultura voltada para a família são condições já oferecidas por Portugal. A dificuldade, muitas vezes, dá-se no acesso a essas condições, seja por falta de informação ou mesmo pelo tempo que demanda cada procura.
A ajuda de um profissional vem para aliviar a carga burocrática, trazendo informação, otimizando o tempo e apoiando na resolução de problemas.
Sendo não só uma ajuda com documentações e assuntos do meio, mas uma verdadeira rede de apoio que vem aliviar essa solidão materna, podendo assim dedicar-se à procura de mães que passem pelo mesmo e partilhar essa mesma fase da vida.
Há ainda, em Portugal, várias associações que oferecem apoio às famílias quando o momento se torna mais delicado, como a Associação Ajuda de Mãe, em Lisboa, entre outras tantas que existem pelo país.
Por isso, independentemente da forma como procura tornar mais leve a maternidade, seja por apoio burocrático ou por apoio emocional, lembre-se de que a maternidade não foi feita para ser vivida sozinha, pois, afinal, ser mãe em outro país não é cortar as suas raízes, é florescer onde quer que esteja.
Luana de Alcantara Souza.









