Portugal registra quase 22 mil novos empregos em tecnologia em um ano e torna-se o segundo país europeu com maior crescimento no setor.
Portugal reforça posição como polo tecnológico europeu
Portugal consolidou a sua posição entre os principais mercados tecnológicos da Europa ao criar quase 22 mil novos empregos no setor de tecnologia em apenas um ano. O resultado coloca o país na segunda posição entre os países europeus com maior crescimento percentual do emprego tecnológico, segundo um estudo internacional.
O desempenho reflete o fortalecimento do ecossistema de inovação português, impulsionado pelo aumento do investimento estrangeiro, pela expansão de startups e pela chegada de centros tecnológicos de empresas multinacionais.
Setor tecnológico continua a crescer acima da média
Nos últimos anos, Portugal tem registado um crescimento consistente na economia digital. Empresas de software, inteligência artificial, cibersegurança, fintech, computação em nuvem e desenvolvimento de plataformas digitais lideram a criação de novas vagas.
Além de Lisboa e Porto, outras cidades portuguesas também passaram a atrair investimentos tecnológicos graças à melhoria da infraestrutura digital, à qualificação da mão de obra e aos incentivos destinados à inovação.
Especialistas destacam que o ambiente de negócios, aliado ao acesso ao mercado europeu, tornou Portugal um destino competitivo para empresas internacionais.
Investimento estrangeiro impulsiona novas oportunidades
Grande parte da expansão do emprego tecnológico resulta da instalação de centros de desenvolvimento e inovação de empresas globais em território português.
Nos últimos anos, diversas multinacionais ampliaram operações no país para desenvolver soluções digitais, engenharia de software e serviços tecnológicos destinados a clientes de toda a Europa.
Ao mesmo tempo, startups portuguesas conseguiram captar investimentos relevantes, fortalecendo o ecossistema de empreendedorismo e contribuindo para a geração de empregos altamente qualificados.
Mercado procura profissionais especializados
Apesar do crescimento acelerado, o setor enfrenta um desafio importante: a escassez de profissionais qualificados.
Empresas continuam a procurar especialistas em desenvolvimento de software, inteligência artificial, ciência de dados, engenharia informática, segurança digital e computação em nuvem.
Essa procura tem levado muitas organizações a contratar profissionais estrangeiros e a investir em programas de formação e requalificação para ampliar a oferta de talentos.
Portugal atrai profissionais internacionais
O crescimento da indústria tecnológica também tem reforçado o interesse de trabalhadores estrangeiros em viver e trabalhar em Portugal.
Além da qualidade de vida, o país oferece acesso ao mercado europeu, um ecossistema de inovação em expansão e uma crescente oferta de empregos em empresas nacionais e multinacionais.
Brasileiros figuram entre os profissionais internacionais que mais procuram oportunidades no setor tecnológico português, especialmente nas áreas de tecnologia da informação, engenharia de software e desenvolvimento de produtos digitais.
Perspetivas continuam positivas
Analistas acreditam que Portugal deverá continuar entre os mercados tecnológicos mais dinâmicos da Europa nos próximos anos.
O avanço da inteligência artificial, da transformação digital das empresas e da digitalização dos serviços públicos tende a ampliar ainda mais a procura por profissionais qualificados.
Entretanto, especialistas alertam que manter esse ritmo de crescimento dependerá de investimentos contínuos em educação, inovação, investigação científica e formação tecnológica.
Conclusão
O crescimento de quase 22 mil empregos tecnológicos em apenas um ano confirma o fortalecimento de Portugal como um dos principais polos de inovação da Europa. O desempenho evidencia a capacidade do país de atrair investimentos, estimular startups e criar oportunidades em áreas de elevado valor acrescentado.
Ao mesmo tempo, o desafio passa por garantir mão de obra qualificada suficiente para acompanhar a expansão do setor e manter Portugal entre os líderes europeus da economia digital.
Fontes
- Executive Digest
- Atomico
- Eurostat
- Startup Portugal
- AICEP
- Comissão Europeia









