Resumo – Este artigo refere-se a experiência pessoal do autor que por duas vezes enfrentou os desafios da imigração.
Meu nome é Geraldine Petit Bisetti, tenho 52 anos e nasci em Lima, capital do Perú. Sou filha de pais também peruanos e quando eu tinha 1 ano e 11 meses de vida, nos mudamos para o Brasil e fixamos nossa residência em São Paulo, mais especificamente na cidade de Santo André.
Por ser muito nova, não entendia o que era a imigração e muito menos os seus desafios. Somente quando entrei na pré adolescência, tive ciência do que os meus pais enfrentaram e quão dificil foi se despedir das famílias, recomeçar do zero, passar dificuldades e deixar para trás uma vida estável e segura.
Ainda assim, sempre nutri o desejo de mudanças, em qualquer aspecto da vida, quando a minha atual vivência já não fizesse mais sentido. E já a alguns anos, pensava na possibilidade de mudar de país e buscar um futuro melhor, principalmente para os meus filhos. Não que o Brasil não fosse um lugar bom, mas algumas questoes me fizeram repensar e acreditar que o momento não condizia com as expectativas que tínhamos. Sabia que seria difícil, que teria que recomeçar do zero em todos os aspectos e deixar para trás a família, os amigos e tudo o que tínhamos até então conquistado.
Mas só temos como saber se resolvermos tentar. Pode dar certo, como pode não dar. Mas arriscar, é como o próprio nome diz, um risco, onde podemos acertar ou onde ganhamos experiência e um aprendizado para levar para o resto da vida. Luto realizar meus sonhos e fazer com que se concretizem. E por esse motivo estou aqui, lutando pelo meu sucesso em Portugal e disposta a estar sempre aprendendo e aumentando os meus conhecimentos. Agradeço a oportunidade de contar a minha história e de fazer parte do primeiro grupo de
Paralegal do Dr. Rayner Ferreira.
Resultados – Ainda estou enfrentando os desafios da imigração, tanto nas questoes climáticas, mas principalmente na questão profissional. Apesar de toda formação e da minha experiência na área financeira, quando cheguei em Portugal pude verificar que as atividades englobam temas contábeis, que diferem da formação administrativa financeira que tive, de forma que não se torna compatível com as rotinas profissionais em que estava acostumada a desenvolver no Brasil.
Conclusão – Os imigrantes devem estar sempre atentos às realidades do país onde escolhem viver, estar abertos e dispostos a novas oportunidades e principalmente a sempre aprender. As dificuldades fazem parte e são fundamentais para o nosso crescimento pessoal e profissional.
Referências – Baseado em experiências pessoais e reais.
Autoria – Geraldine Petit Bisetti
Portugal, 10/06/2026








