Engenheiro Civil – Porto

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Cargo: Eng.º Fiscal de Obras Residente Há quem procure um emprego. Nós procuramos alguém que queira construir uma carreira. Na CGF não procuramos apenas alguém para acompanhar obras. Procuramos alguém capaz de assumir responsabilidades, tomar decisões no terreno, coordenar equipas e contribuir para a boa execução dos projetos. Ao longo dos últimos 28 anos participámos na gestão, coordenação e fiscalização de obras em todo o país, trabalhando diariamente com clientes exigentes, equipas multidisciplinares e projetos que exigem rigor técnico, organização e capacidade de execução. O que irá fazer: 1. Coordenar, gerir e fiscalizar diariamente os trabalhos em obra, garantindo o cumprimento do projeto, da legislação aplicável e das boas práticas de construção. 2. Coordenar e articular os diversos intervenientes envolvidos na empreitada. 3. Identificar antecipadamente problemas e contribuir para a sua resolução. 4. Acompanhar o cumprimento dos requisitos de Segurança e Saúde no Trabalho e Ambiente. 5. Utilizar as ferramentas de gestão e controlo necessárias ao acompanhamento da obra. 6. Participar ativamente na entrega de obras com elevados padrões de qualidade. O perfil que procuramos: 1. Licenciatura em Engenharia Civil. 2. Experiência profissional mínima de 3 anos em funções similares. 3. Carta de condução há mais de 2 anos. 4. Capacidade de organização e sentido de responsabilidade. 5. Facilidade de comunicação e relacionamento interpessoal. 6. Gosto pelo trabalho em equipa e pelo ambiente de obra. 7. Espírito de iniciativa e vontade de evoluir profissionalmente. O que encontrará na CGF: 1. Participação em obras relevantes em diferentes pontos do país. 2. Contacto direto com clientes, projetistas, empreiteiros e equipas de obra. 3. Formação inicial e acompanhamento por profissionais experientes. 4. Crescimento profissional baseado no mérito, capacidade e resultados. 5. Integração numa empresa sólida, com quase três décadas de atividade. 6. Ambiente de trabalho exigente, orientado para a aprendizagem e melhoria contínua. Condições: 1. Integração imediata a tempo inteiro. 2. Contrato de trabalho a termo incerto. 3. Vencimento base ajustado à experiência e competências demonstradas. 4. Subsídio de alimentação. 5. Viatura de serviço afeta ao trabalhador, incluindo combustível, portagens e manutenção suportados pela empresa. 6. Formação contínua e acompanhamento técnico permanente. Local de Trabalho: Área do Grande Porto. Se procura apenas mais um emprego, esta oferta provavelmente não é para si. Se procura aprender no terreno, assumir responsabilidades desde cedo e construir uma carreira sólida na fiscalização de obras, envie-nos o seu CV. Teremos gosto em conhecê-lo. Candidaturas, Enviar CV para:
ruiqueiroz@cgf.pt
Mais informações sobre a empresa: www.cgf.pt

Gestor de Qualidade – Aveiro

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A FABRIDOCE está a recrutar, para a sua unidade fabril em Cacia, 1 Gestor na área da Qualidade integrado numa empresa estável e em crescimento com os seguintes requisitos: Funções e Responsabilidades: • Experiência com os referenciais IFS e BRC • Experiência em produção na área alimentar • Apoiar na gestão da documentação e procedimentos associados ao Sistema de Gestão da Qualidade e IFS • Assegurar o adequado controlo e arquivo dos documentos e registos inerentes ao Manual HACCP e sistema SGQ • Atualização técnica de legislação, processos e metodologias no sector de atividade • Monitorização e verificação dos registos de produção e acompanhamento dos PCC’s definidos • realização de auditorias internas, externas e inspeções oficiais, proporcionando os dados e informação necessários às atividades • Conduzir a qualificação e avaliação de fornecedores e subcontratados • Cumprir e fazer cumprir os documentos do sistema de segurança alimentar Competências de função: • Formação técnica ou superior em Qualidade, Engenharia, Produção e Gestão Industrial ou áreas afins • Com mínimo de 2 anos com experiência relevante na área • Gosto pela área da qualidade e melhoria contínua • Sentido de responsabilidade, espírito de equipa e vontade de aprender • Conhecimento de informática na ótica do utilizador • Competências comunicacionais, organizacionais e de relacionamento interpessoal • Espírito e trabalho em equipa Oferecemos: • Salário Base (a definir dependendo da experiência demonstrada) + Subsídio de Alimentação + Remunerações suplementares + outras regalias em vigor na empresa; • Integração numa empresa sólida e em crescimento, com ambiente profissional e colaborativo • Possibilidade de evolução em empresa em franco crescimento; • Horário: Full-time, diurno • Integração numa equipa jovem e dinâmica, orientada para o sucesso e superação de objetivos Se queres iniciar o teu percurso profissional numa empresa com história, qualidade e espírito de equipa, envia-nos a tua candidatura para
rh@fabridoce.pt

Funcionária para lavandaria – Porto

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Admite-se funcionária para lavandaria, com ou sem experiência, para loja no Porto. Horário a combinar. Tempo inteiro Contacto:912343340 email:
trenorsec@gmail.com

Chefes de Turno H3/ Tomatino – Funchal

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O Desafio: Oportunidade única de trabalhar num dos maiores Grupos de restauração em Portugal, que detém a maior marca de restauração rápida de origem portuguesa e top 5 a nível nacional. O nosso propósito: Valorizar a vida das pessoas com empatia e comida de verdade! Para acompanhar o crescimento da nossa empresa, estamos à procura de Chefes de Turno para as nossas lojas H3/Tomatino do Funchal. Principais funções: – Garantir a abertura ou fecho de loja; – Gerir e Supervisionar ativamente as tarefas do turno (recursos humanos, gestão operacional, manutenção e gestão financeira); – Auxiliar o gerente na gestão da equipa da loja; – Formar novos colaboradores; – Assegurar a execução de normas de higiene e segurança alimentar Proporcionamos: – Salário acima da média – Prémios de produtividade – Contrato sem Termo – Formação contínua e progressão de carreira. Aproveita esta oportunidade única de trabalhar num dos maiores Grupos de restauração em Portugal! Conosco terás oportunidade para aprender e para crescer profissionalmente. Se és uma pessoa dinâmica, ativa, com vontade de aprender e evoluir todos os dias, envia-nos a tua candidatura para
candidaturas@h3.com
  com o assunto h3/tomatino – Chefes de Turno Funchal.

Operadores de Restauração – Açores

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O nosso propósito: Valorizar a vida das pessoas com empatia e comida de verdade! Estamos à procura de colaboradores para a nossa loja H3 do Parque Atlântico. Proporcionamos formação contínua e oportunidade de carreira. Connosco terás oportunidade para aprender e para crescer profissionalmente. Aproveita esta oportunidade única de trabalhar num dos maiores Grupos de restauração em Portugal! Se és uma pessoa dinâmica, ativa, com vontade de aprender e evoluir todos os dias, envia-nos a tua candidatura para candidaturas@realfood.pt

E se amanhã o Instagram cair?

A importância de construir uma base sólida no setor da imigração em Portugal. No universo da imigração, informação não é apenas conteúdo. Muitas vezes, ela representa direção, segurança e esperança. Todos os dias, milhares de imigrantes recorrem às redes sociais em busca de respostas sobre documentação, legalização, moradia, estudos, trabalho e recomeço em Portugal. E foi justamente nas redes sociais que muitos profissionais da área migratória construíram autoridade, conexão e visibilidade. Mas existe uma pergunta importante: O que acontece quando toda a comunicação de um negócio depende apenas do Instagram ou do TikTok? Uma queda global. Um ataque cibernético. Uma conta bloqueada. Uma invasão. Ou até uma simples perda de acesso. Em minutos, atendimentos podem ser interrompidos, informações importantes podem desaparecer e clientes podem ficar sem qualquer canal de suporte. No setor migratório, comunicação é responsabilidade. Diferente de muitos nichos, quem trabalha com imigração lida diariamente com pessoas emocionalmente vulneráveis. Existem famílias em processo de mudança. Pessoas aguardando documentos. Imigrantes tentando regularizar a vida em outro país. Clientes inseguros, ansiosos e dependentes de orientação correta. Quando um profissional desaparece das redes sem estrutura alternativa de comunicação, isso gera insegurança imediata. Por isso, construir presença digital na imigração vai muito além de estética, alcance ou viralização. É também sobre continuidade, confiança e responsabilidade. O erro de construir um negócio apenas em plataformas emprestadas. Muitos profissionais investem anos para crescer no Instagram, mas esquecem de fortalecer aquilo que realmente sustenta um negócio: ▪︎ base de contatos; ▪︎ relacionamento direto; ▪︎ estrutura de atendimento; ▪︎ organização documental; ▪︎ canais próprios de comunicação. As redes sociais ajudam a atrair. Mas não deveriam ser o único lugar onde o negócio existe. Porque seguidores não pertencem ao profissional. Pertencem à plataforma. O WhatsApp Business deixou de ser apenas um aplicativo. No setor da imigração, o WhatsApp Business se tornou uma ferramenta estratégica. Mais do que conversar, ele permite:

▪︎ manter contato direto com clientes;

▪︎ organizar atendimentos;

▪︎ automatizar respostas;

▪︎ criar catálogos de serviços;

▪︎ separar processos;

▪︎ gerar proximidade;

▪︎ e preservar a comunicação mesmo quando outras plataformas falham.

Enquanto o Instagram depende de algoritmo, o WhatsApp fortalece relacionamento real.E em áreas humanas como a imigração, relacionamento é patrimônio. Autoridade digital não é apenas aparecer. É permanecer acessível. Em tempos de instabilidade digital, ataques cibernéticos e dependência tecnológica, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quantos seguidores você tem?” Mas sim: “Se a sua rede social desaparecer hoje, os seus clientes ainda conseguem encontrar você?” “Em processos migratórios, permanecer acessível também é uma forma de cuidado.”    

Experiências da Imigração

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Resumo – Este artigo refere-se a experiência pessoal do autor que por duas vezes enfrentou os desafios da imigração. Meu nome é Geraldine Petit Bisetti, tenho 52 anos e nasci em Lima, capital do Perú. Sou filha de pais também peruanos e quando eu tinha 1 ano e 11 meses de vida, nos mudamos para o Brasil e fixamos nossa residência em São Paulo, mais especificamente na cidade de Santo André. Por ser muito nova, não entendia o que era a imigração e muito menos os seus desafios. Somente quando entrei na pré adolescência, tive ciência do que os meus pais enfrentaram e quão dificil foi se despedir das famílias, recomeçar do zero, passar dificuldades e deixar para trás uma vida estável e segura. Ainda assim, sempre nutri o desejo de mudanças, em qualquer aspecto da vida, quando a minha atual vivência já não fizesse mais sentido. E já a alguns anos, pensava na possibilidade de mudar de país e buscar um futuro melhor, principalmente para os meus filhos. Não que o Brasil não fosse um lugar bom, mas algumas questoes me fizeram repensar e acreditar que o momento não condizia com as expectativas que tínhamos. Sabia que seria difícil, que teria que recomeçar do zero em todos os aspectos e deixar para trás a família, os amigos e tudo o que tínhamos até então conquistado. Mas só temos como saber se resolvermos tentar. Pode dar certo, como pode não dar. Mas arriscar, é como o próprio nome diz, um risco, onde podemos acertar ou onde ganhamos experiência e um aprendizado para levar para o resto da vida. Luto realizar meus sonhos e fazer com que se concretizem. E por esse motivo estou aqui, lutando pelo meu sucesso em Portugal e disposta a estar sempre aprendendo e aumentando os meus conhecimentos. Agradeço a oportunidade de contar a minha história e de fazer parte do primeiro grupo de Paralegal do Dr. Rayner Ferreira. Resultados – Ainda estou enfrentando os desafios da imigração, tanto nas questoes climáticas, mas principalmente na questão profissional. Apesar de toda formação e da minha experiência na área financeira, quando cheguei em Portugal pude verificar que as atividades englobam temas contábeis, que diferem da formação administrativa financeira que tive, de forma que não se torna compatível com as rotinas profissionais em que estava acostumada a desenvolver no Brasil. Conclusão – Os imigrantes devem estar sempre atentos às realidades do país onde escolhem viver, estar abertos e dispostos a novas oportunidades e principalmente a sempre aprender. As dificuldades fazem parte e são fundamentais para o nosso crescimento pessoal e profissional. Referências – Baseado em experiências pessoais e reais. Autoria – Geraldine Petit Bisetti Portugal, 10/06/2026

Além do Processo: A Dualidade entre o Rigor Técnico e o Acolhimento Humano na Imigração em Portugal

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A imigração é, por definição, um ato de coragem e rutura. Em Portugal, o debate público frequentemente reduz o imigrante a uma unidade estatística ou a um processo administrativo pendente. No entanto, a imigração vai muito além da burocracia. É um processo de transculturação que exige tanto de quem chega quanto de quem acolhe, e cujo sucesso depende de um equilíbrio frágil entre a legalidade, a adaptação cultural e a preservação da saúde mental. Portugal consolidou-se como um destino prioritário na Europa. Os dados atuais de 2024-2026 revelam uma pressão sem precedentes sobre o sistema de acolhimento. Estima-se que cerca de 1,54 milhões de residentes em Portugal sejam imigrantes (aproximadamente 10% da população). A comunidade brasileira permanece a maior (cerca de 480 mil), seguida por um crescimento acentuado de nacionalidades do sul da Ásia, como a Índia (aprox. 98 mil). O fluxo migratório evoluiu de uma força de trabalho sazonal para um modelo de reagrupamento familiar, o que exige respostas mais complexas do Estado nas áreas da educação, saúde e habitação. A imigração é um dos eventos mais estressantes que um ser humano pode experienciar. O sucesso de um processo legal não garante o bem-estar do indivíduo. É fundamental considerar: 1. O Luto Migratório: O imigrante perde o seu estatuto social e a sua rede de apoio. Se este luto não for processado, surge uma resistência em aceitar a cultura local, gerando isolamento e frustração. 2. A Resistência Cultural: Por vezes, o imigrante tenta transportar integralmente a sua vida antiga para o novo país. Ao não considerar o contexto e a cultura de Portugal, acaba por projetar no país de destino a culpa por dificuldades que são, muitas vezes, de adaptação pessoal. 3. O Stress da Irregularidade: A demora documental não é apenas um entrave técnico; é um gatilho para o Síndrome de Ulisses, um quadro de stress crónico que compromete a capacidade de integração e produtividade do indivíduo. Identificar falhas no acolhimento não deve ser interpretado como uma crítica à sociedade portuguesa, mas como a sinalização de um problema que possui solução: a necessidade de sensibilidade intercultural. Este traquejo para lidar com a diferença deve ser encarado como um requisito obrigatório para quem trabalha na área, indo muito além da mera cortesia ou de um atendimento simpático. Significa:  Saber ler o contexto: Entender que o silêncio de um imigrante pode ser um sinal de profundo respeito à autoridade, e não uma admissão de culpa ou falta de clareza.  Identificar pré-julgamentos invisíveis: Trata-se da capacidade de perceber quando a nossa análise de um processo está a ser afetada por ideias pré-concebidas sobre a nacionalidade de alguém. É o esforço de limpar o olhar para garantir que cada caso seja decidido com base nos factos e na lei, e não em estereótipos que carregamos sem perceber.  Gestão de Conflitos: Compreender que muitas tensões nos balcões de atendimento não nascem da lei, mas de falhas na comunicação entre códigos culturais distintos. Para que a imigração em Portugal seja bem-sucedida e humanizada, é imperativo que os profissionais envolvidos — sejam da administração pública ou da assessoria jurídica — possuam um preparo integral. Não basta dominar o articulado da lei; é preciso ter competências de inteligência emocional e sensibilidade intercultural. O preparo técnico garante o direito, mas o preparo humano garante a dignidade. Só assim transformaremos a dicotomia entre quem chega e quem acolhe numa ponte sólida para uma sociedade mais coesa, produtiva e mentalmente saudável. Renata Zardo

Matrícula de filhos menores em Portugal: a prática nem sempre é igual em todas as escolas

Quem vive o processo migratório aprende rapidamente que, muitas vezes, a realidade administrativa é tão importante quanto a própria legislação. Recentemente, passei pela experiência de matricular a minha filha, de 3 anos, em Portugal. Como muitas famílias imigrantes, deparei-me com procedimentos diferentes entre estabelecimentos de ensino. Numa das escolas, a direção exigiu a apresentação da documentação completa, incluindo o Número de Identificação da Segurança Social (NISS). Sem esse documento, não seria possível avançar com o processo. No entanto, noutra escola, a abordagem foi diferente. A equipa administrativa permitiu que eu realizasse uma pré-matrícula e emitiu uma declaração destinada à obtenção do NISS. Agora, resta apresentar esse número e aguardar a confirmação da existência de vaga para o início do próximo ano letivo, previsto para setembro. Esta experiência mostra que o enquadramento legal convive com práticas administrativas que podem variar de escola para escola. Além disso, o Portal das Matrículas prevê a apresentação de diversos documentos, podendo os estabelecimentos de ensino solicitar elementos necessários para a instrução do processo. É importante destacar que cada situação deve ser analisada individualmente e que as exigências administrativas podem variar conforme o estabelecimento de ensino e os serviços envolvidos. Por isso, é recomendável que as famílias procurem informação atualizada junto da escola e dos organismos públicos competentes. No meu caso, a declaração emitida pela escola tornou-se um documento importante para dar continuidade ao pedido do NISS, demonstrando que, muitas vezes, uma solução administrativa pode facilitar o acesso a um direito fundamental. A experiência migratória é feita de muitos pequenos desafios burocráticos. Conhecer os procedimentos, dialogar com as instituições e reunir a documentação adequada pode fazer toda a diferença para garantir que os nossos filhos tenham acesso aos seus direitos e iniciem o percurso escolar com maior tranquilidade. Daniela Bezerra | Advogada | Colunista sobre Imigração Brasil-Portugal Referências jurídicas e institucionais: GOV.PT – Portal das Matrículas. Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto. Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março.

Reforma trabalhista em Portugal provoca greve geral: o que está em jogo para trabalhadores e empresas?

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Meta-descrição: Greve geral em Portugal protesta contra reforma trabalhista que sindicatos consideram prejudicial aos trabalhadores e à negociação coletiva.

Greve geral leva milhares de trabalhadores às ruas em Portugal

Portugal viveu uma das maiores mobilizações sindicais dos últimos anos após a realização de uma greve geral convocada pela CGTP para contestar a proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo. A paralisação afetou transportes, escolas, hospitais, serviços públicos e parte da atividade econômica do país.

Segundo a central sindical, as alterações previstas na legislação laboral representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e podem aumentar a precarização das relações de trabalho. Já o governo defende que as mudanças são necessárias para tornar a economia portuguesa mais competitiva e produtiva.

O que prevê a reforma trabalhista?

A proposta integra o programa denominado “Trabalho XXI”, apresentado pelo governo português como uma modernização do mercado laboral.

De acordo com a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, a reforma procura aumentar a competitividade das empresas, reforçar direitos dos trabalhadores e dinamizar a negociação coletiva. O governo argumenta que economias mais flexíveis conseguem gerar maior produtividade e salários mais elevados.

Entre os pontos debatidos estão alterações relacionadas à organização do tempo de trabalho, contratação coletiva, mecanismos de flexibilidade laboral e regras aplicáveis às relações entre empregadores e trabalhadores.

Sindicatos denunciam precarização

A CGTP e diversas organizações sindicais afirmam que a proposta terá o efeito oposto ao anunciado pelo governo.

Segundo os sindicatos, algumas medidas podem facilitar formas mais precárias de contratação, aumentar a flexibilidade da jornada laboral e reduzir a proteção dos trabalhadores em determinadas situações. Além disso, representantes sindicais alertam para possíveis impactos sobre a estabilidade profissional dos jovens e sobre a capacidade de negociação coletiva dos trabalhadores.

Os críticos da reforma também afirmam que determinadas alterações podem ampliar a utilização de contratos temporários e dificultar a conciliação entre vida profissional e familiar.

Transportes, saúde e educação foram os setores mais afetados

A greve geral provocou impactos significativos em diversos serviços essenciais.

Os transportes públicos registaram fortes constrangimentos, incluindo interrupções nos comboios, metros, autocarros e ligações fluviais. Hospitais funcionaram com serviços mínimos, enquanto escolas e repartições públicas tiveram atividade reduzida em várias regiões do país.

A mobilização também afetou voos nacionais e internacionais, incluindo algumas ligações entre Portugal e o Brasil.

Governo enfrenta dificuldades para aprovar o pacote

Além da contestação social, o governo enfrenta desafios políticos para aprovar a reforma no Parlamento.

Sem maioria absoluta, o Executivo necessita do apoio ou da abstenção de outras forças políticas para garantir a aprovação do diploma. O debate parlamentar promete ser intenso, uma vez que vários partidos da oposição já manifestaram reservas em relação ao conteúdo da proposta.

Analistas políticos apontam que a greve geral aumentou a pressão sobre o governo e poderá influenciar as negociações nas próximas semanas.

Debate reflete desafios do mercado de trabalho português

A discussão ocorre num momento em que Portugal enfrenta simultaneamente desafios relacionados à produtividade, envelhecimento populacional, escassez de mão de obra e necessidade de atrair investimento.

Enquanto empresários defendem maior flexibilidade para competir num mercado global cada vez mais exigente, sindicatos argumentam que a solução passa por melhores salários, estabilidade laboral e reforço dos direitos dos trabalhadores.

O resultado desse debate poderá influenciar o futuro das relações de trabalho em Portugal durante os próximos anos.

Conclusão

A greve geral de junho de 2026 demonstrou a forte resistência de parte dos trabalhadores portugueses às mudanças propostas na legislação laboral. Embora o governo sustente que a reforma pretende modernizar a economia e aumentar a produtividade, os sindicatos alertam para riscos de precarização e perda de direitos. O desfecho das discussões parlamentares será decisivo para definir o futuro do mercado de trabalho português.

Fontes

  • CGTP
  • Euronews Portugal
  • RTP
  • ECO
  • Agência Brasil
  • FENPROF
  • CSP-Conlutas